Dificuldade para engravidar: quando procurar ajuda

Conteúdo revisado pela Dra. Taiane Frota · CRM-AM 7285

Médica e paciente conversando no consultório diante do aparelho de ultrassom

Resumo rápido

Não engravidar nos primeiros meses de tentativa não significa, na
maioria das vezes, que existe um problema. Mas há um tempo a partir do
qual vale procurar avaliação — e esse tempo é menor conforme a idade
avança.

Até os 35 anos, o padrão é tentar por 12 meses antes de investigar.
Dos 35 aos 40, o prazo cai para 6 meses. Acima dos 40, ou diante de
fatores de risco conhecidos, a avaliação pode começar de imediato.

O que conta como
“dificuldade para engravidar”

Na definição médica, fala-se em infertilidade quando um casal tenta
engravidar por meio de relações sexuais regulares e sem contracepção,
durante o tempo esperado para a idade da mulher, sem sucesso. Isso não é
sinônimo de “nunca vai conseguir” — na maioria dos casos investigados,
existe alguma causa que pode ser tratada ou contornada.

Quando procurar ajuda, por
idade

  • Até os 35 anos: o recomendado é tentar por 12 meses
    de relações regulares sem contracepção antes de buscar avaliação, salvo
    se houver algum sinal de alerta (ver abaixo).
  • De 35 a 40 anos: o prazo cai para 6 meses, porque a
    reserva de óvulos diminui com o tempo e a investigação e eventual
    tratamento também levam tempo.
  • Acima de 40 anos: o recomendado é procurar
    avaliação de imediato, sem esperar um prazo fixo.

Independentemente da idade, vale antecipar a consulta se você já sabe
que tem ciclos muito irregulares ou ausentes, diagnóstico prévio de
endometriose ou SOP, cirurgia pélvica ou abdominal anterior, histórico
de infecção pélvica, ou se o parceiro tem algum fator de risco conhecido
para fertilidade.

O que pode causar
dificuldade para engravidar

As causas costumam ser divididas em quatro grupos, e muitas vezes
mais de um fator está presente ao mesmo tempo:

  • Fatores ovulatórios: ciclos sem ovulação regular,
    como acontece na SOP ou em alterações da tireoide e da prolactina.
  • Fatores uterinos ou tubários: miomas, pólipos,
    endometriose ou sequelas de infecções que afetam o útero ou as
    trompas.
  • Fator masculino: alterações no espermograma
    respondem por parte significativa dos casos, por isso a avaliação do
    parceiro faz parte da investigação desde o início.
  • Sem causa aparente: em uma parte dos casais
    investigados, os exames iniciais não mostram uma causa clara, o que não
    impede a investigação de continuar ou o acompanhamento de seguir outro
    caminho.

Como costuma ser a
primeira consulta

A conversa inicial é a parte mais importante: histórico menstrual,
tempo de tentativa, gestações anteriores, cirurgias, doenças conhecidas
e hábitos de vida. A partir daí, a investigação costuma seguir para:

  • confirmar se está havendo ovulação, o que pode incluir exames
    hormonais (veja nosso artigo sobre exames hormonais) e, às vezes,
    acompanhamento do ciclo;
  • ultrassom pélvico ou transvaginal, para avaliar útero e
    ovários;
  • avaliação do parceiro, geralmente com espermograma;
  • exames complementares, se a história ou os primeiros resultados
    indicarem necessidade.

Nem todo casal precisa de todos esses exames — a ordem e a extensão
da investigação dependem da história de cada um.

O que fazer enquanto isso

Manter hábitos que favorecem a saúde reprodutiva de forma geral
ajuda, mas não substitui a avaliação: alimentação equilibrada, atividade
física regular, sono adequado e não fumar são recomendações válidas para
qualquer pessoa tentando engravidar. Aplicativos de ciclo podem ajudar a
identificar o período fértil, mas não confirmam ovulação por si só.

Evite comparar o seu tempo de tentativa com o de outras pessoas —
cada história é diferente, e a ansiedade em torno do tema é real e
válida. Conversar com a ginecologista cedo, mesmo antes do prazo
“oficial”, é sempre uma opção quando a preocupação está afetando o seu
bem-estar.

Perguntas frequentes

Um mês sem engravidar já é motivo de preocupação?
Não. A chance de engravidar em um único ciclo, mesmo em casais sem
nenhum problema de fertilidade, é limitada. O prazo de investigação (12
ou 6 meses, conforme a idade) existe justamente para não investigar cedo
demais.

Depois dos 35 anos fica muito mais difícil
engravidar?
A fertilidade diminui de forma gradual com a idade,
mais perceptivelmente depois dos 35. Por isso o prazo de espera antes de
investigar é menor nessa faixa — não porque engravidar se torne
impossível, mas porque cada mês de espera pesa mais.

Preciso ir com o meu parceiro na primeira consulta?
Não necessariamente na primeira consulta, mas a avaliação dele faz parte
do processo desde o início, já que o fator masculino responde por parte
relevante dos casos.

Ciclo irregular sempre significa dificuldade para
engravidar?
Não sempre, mas ciclos muito irregulares podem
indicar ausência de ovulação regular, que é uma das causas mais comuns e
também uma das mais tratáveis.

Existe algo que garanta engravidar mais rápido? Não
existe garantia. O que existe é investigação para entender se há uma
causa tratável e acompanhamento adequado ao seu caso — cada situação tem
um caminho diferente.

Se você está tentando engravidar há alguns meses sem sucesso, ou tem
uma condição que pode afetar a fertilidade, a Dra. Taiane Frota pode
conversar sobre o momento certo de investigar e qual o primeiro passo no
seu caso.


Este artigo tem fins informativos e educativos e não substitui a
avaliação médica individualizada. Cada caso é único e merece atenção
personalizada. Dra. Taiane Frota — CRM-AM 7285 | RQE 4383.

Dra. Taiane FrotaGinecologista · CRM-AM 7285 · RQE 4383

Atendimento humanizado com foco na saúde integral da mulher, em Manaus.

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Este artigo tem fins informativos e educativos e não substitui a avaliação médica individualizada. Consulte a Dra. Taiane Frota para uma avaliação completa e um plano adequado à sua realidade.

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